Mais de 300 mil mulheres negras de diferentes regiões do país se reuniram em marcha, em Brasília, para chamar a atenção para o debate sobre reparação e Bem Viver. Dez anos após a 1ª edição, a Marcha Nacional das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver realizou sua 2ª edição no dia 25 de novembro, na Esplanada dos Ministérios. O Instituto Liberdade e Emancipação – ILÊ esteve presente e também integrou a programação oficial do evento.
A roda de conversa “Justiça e Bem Viver: a potência das mulheres negras” aconteceu no dia 24 de novembro, como parte da agenda oficial da Marcha. A atividade foi construída pelo ILÊ em conjunto com a Frente pelo Desencarceramento, a Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (IDMJR), a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência e a Agenda Nacional pelo Desencarceramento.
A proposta foi discutir como a defesa dos direitos humanos, o desencarceramento e a mobilização política de mães e familiares se relacionam com a construção do Bem Viver para as mulheres negras.
Durante a atividade, a diretora executiva do ILÊ, Juliana Sanches, lembrou que “não há possibilidade de Bem Viver sem justiça e liberdade para nós e para os nossos”. O debate reuniu mulheres negras com diferentes trajetórias de atuação, entre elas, representantes de organizações da sociedade civil, movimentos de mães e familiares de vítimas da violência de Estado, organizações da filantropia e do poder público.














